6 de julho de 2015

Conto de terror

Olá, meus pequenos.
Aqui está a surpresa tardia. Como se lê no texto é um conto, escrita pela linda blogueira do blog: https://rapariganoseculo21.wordpress.com Aqui está, sem mais demora: Estava uma noite gelada e escura, as estrelas brilhavam palidamente e nem uma gota de luar iluminava os caminhos escuros da aldeia. Os sinos da igreja batiam sinistramente as sete badaladas, as últimas daquele dia de inverno, pois os sinos não tocavam de noite. As ruas estavam vazias, as portas fechadas e os cortinados corridos. A fraca luz dos candeeiros não chegava para iluminar as estreitas ruas empedradas e os becos solitários.
No entanto, uma pessoa estava ainda de pé: uma rapariga envolta numa capa, que apertava junto ao corpo, para se proteger do vento gélido que cortava a noite. Ela subia rapidamente um carreiro pouco utilizado que conduzia para fora da aldeia, dirigindo-se a uma colina a cerca de um quilómetro de distância. No cimo desse monte estava uma mansão antiga, abandonada há séculos, fria e vazia. Já lá ninguém morava desde há tempos imemoriais. Porém, dizia-se que ela permanecia ocupada, não por seres humanos mas sim por criaturas do outro mundo. Resumindo, era uma casa assombrada.
A rapariga, de nome Charlotte, ao chegar ao fim do caminho empurrou o portão de ferro forjado e entrou nos terrenos da mansão. Custava a acreditar que aquilo já fora um belo jardim. Havia lápides de ambos os lados, de pessoas que tinham sido enterradas naquele lugar. As árvores estavam secas e mortas, a relva estava queimada e havia assustadoras estátuas de anjos por todo o cemitério. Os anjos tinham sido esculpidos todos da mesma maneira, com os olhos e as asas fechadas como se dormissem.
Charlotte, cansada da subida ao monte, sentou-se junto a uma lápide, adormecendo. Acordou com uma mão poisada no seu ombro direito. Virou lentamente a cabeça. Um dos anjos estava de asas abertas e olhava penetrantemente para ela com os seus olhos negros, com a sua mão de pedra poisada no seu ombro. Ela ficou absolutamente petrificada com aquela visão e tentou em vão libertar-se. A estátua, até agora parada, moveu-se rapidamente, segurando com a outra mão no pulso esquerdo de Charlotte. A voz dela parecia ter fugido e os seus olhos tinham com certeza secado, não conseguia gritar nem tão pouco chorar.
Ouviu-se um bater de asas. Um anjo tinha aterrado mesmo ao lado daquele que a mantinha aprisionada. Transportava qualquer coisa nas mãos, algo que se mexia de forma algo alarmante. Seria um animalzinho indefeso, tentando fugir? Um raio de luar incidiu nas mãos do segundo anjo. Charlotte sufocou um grito. Era um coração humano, que ainda palpitava, como se o tivessem retirado há pouco tempo do corpo.
- Reconheces este coração? – sussurrou o anjo que a segurava. – Um coração muito doce, cheio de amor… O do teu namorado.
Levantou a mão e apontou-a para uma cabeça decapitada pendurada na porta. Era a cabeça do seu namorado, de olhos ainda abertos, o seu olhar quente e dócil agora frio e vazio. Charlotte chorava agora lágrimas tristes e amargas, sem emitir qualquer som. O anjo que transportava o coração do seu amado sorriu e, com um brilho no olhar, trincou o coração ainda vivo de John. O sangue esguichou e manchou a capa e o rosto de Charlotte. Observava o sangue daquele que amava a escorrer pela boca do terrível anjo. Completamente mortificada, desfaleceu defronte da lápide. Enquanto perdia os sentidos, reparou que as asas dos anjos eram negras.
O anjo que a agarrava largou-a no chão e murmurou, na sua voz gélida:
- O coração dela é meu.


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Beijinhos :3

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