2 de maio de 2015

Chegou, bagunçou e foi embora!

Quando você me chamou no portão da minha casa, com aquela voz meio rouca e baixa, eu estava começando a arrumar a bagunça do meu quarto. Avisei que ele estava bagunçado e mesmo assim você quis entrar. Quis ver e conhecer a tal bagunça que eu tanto falava.

Disse pra mim que não se importava com ela e que eu podia arrumar com calma. Foi o que eu fiz. Eu arrumei e logo tinha espaço pra você, no meu quarto, na minha casa, no meu coração. E estava tudo no seu devido lugar. Cada parte do guarda roupa, gavetas e até o criado mudo estavam arrumados.

Até que você decidiu começar a bagunçar o que levei um tempo pra colocar no lugar. Começou sem falar nada e quando percebi, já estava tudo bagunçado de novo. Foi quando você sem mais nem menos, resolveu que iria embora. Percebeu que aquela bagunça, que você mesmo causou, não era mais a bagunça em que você queria estar. E então se foi. E foi rápido demais. Diferente de como chegou.

Fechou o portão e nem olhou pra trás. A bagunça ainda está do mesmo jeito que você deixou, esperando alguém que vai chegar e não se importar de verdade com ela, como você havia dito que não se importava.
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